5 vezes que o Metallica driblou o politicamente correto na carreira (a quarta é sensacional)



Não foi apenas no Brasil que houve uma baixaria generalizada na década de 80 e 90. Muito se fala do período sem limites, na guerra por audiência e na época que não existia censura. Mas fora daqui essa realidade foi MUITO forte, e vou abordar essa "guerra" contra os boicotes pelo ponto de vista da minha banda favorita.  

E eu garanto que as histórias são boas.

O Metallica sempre faz algum show especial para cada turnê que acaba indo pro VHS/DVD/Blu Ray dependendo da época. Hoje em dia todos são gravados e postados no youtube e nem precisa mais disso. E por um bom tempo a banda teve que se deparar com alguns boicotes de produtoras.

Já no primeiro album, lançado em 1983  eles queriam por que queriam o nome "Metal Up Your Ass" algo como "Metal é Foda" (tradução bem mais ou menos por sinal) como titulo do primeiro album. Mas a gravadora vetou e deixaram "Kill 'em All". Até recentemente, o vocalista James Hetfield lembra nos shows que a banda queria o primeiro título.



Esse embate continuou nos anos 90. Para permitir o nome improprio, boicotaram o nome Live Shit, colocando alguns asteriscos. Esse acabou sendo o show especial da turnê do Black Album, gravado no México, na Califórnia e em Washington. Não foi lá um graaande boicote, mas serviu para continuar essa discussão.

6 anos depois, no polêmico álbum Load, a faixa título do disco foi "boicotada" por ser uma palavra imprópria. A música se chama "Ain't my Bitch", mas a gravadora insistiu em colocar o asterisco em "B*tch", como se isso bastasse algo

 Na turnê da era Load essa luta contra o "politicamente correto" continuou, e eles queriam o título "Stunning Cunts" para o show especial, gravado no Texas em 97. A tradução é algo como "Vaginas deslumbrantes" mas obviamente foi vetado.

Então alguém teve a brilhante ideia de só inverter o inicio das palavras e ficar "Cunning Stunts" que por incrível que pareça tem tradução, algo como "Acrobacias Astutas" e ficou esse termo de duplo sentido no DVD.


A ultima é a mais fácil, mas não deixa de ser muito boa. Alguns anos depois, o finado maestro Michael Kamen convenceu a banda e então gravaram um dos albuns ao vivo mais aclamados do Rock, em parceria com a Orquestra Sinfônica de San Francisco, o S&M.  

É bem comum que a sigla S&M tenha relação direta com Sadomasoquismo e Masoquismo, uma forma de tendência sexual que envolve dor física. Só que em relação ao album é significado apenas como "Symphony and Metallica". Então mais uma vez temos um termo com duplo sentido de conotação sexual. 


Recentemente não houve muitos embates tão diretos, apesar de algumas músicas terem se mantido pesadas e abordando temas mais obscuros nos ultimos albuns, não houve nenhuma forma de boicote tão direto como nos 80's e principalmente nos anos 90. 

Mas essas histórias são muito boas, revelam muito como era o fogo daquele tempo. 

5 vezes que o Metallica driblou o politicamente correto na carreira (a quarta é sensacional) 5 vezes que o Metallica driblou o politicamente correto na carreira (a quarta é sensacional) Reviewed by Adão Filho on junho 22, 2020 Rating: 5

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