Crítica: Homem Formiga e a Vespa (2018)


Homem Formiga e a Vespa é uma das melhores Sessões da Tarde da Marvel. O MCU termina seu trabalho em 2018 com um saldo muito positivo.

 Depois de um ótimo drama com Pantera Negra, depois um épico gigantesco em Vingadores - Guerra Infinita, voltamos com algo mais leve e digerível, mas bem mais marcante que o primeiro Homem Formiga.

Terminamos o ano com uma bela comédia, altamente divertida: Homem Formiga e a Vespa.

Homem Formiga e a Vespa: Evoluindo em Relação ao Primeiro



No primeiro filme, houve uma bela diversão no quesito de comédia e estabelecendo laços familiares, que parece ser a marca principal das aventuras do Homem Formiga.  Entretanto, foi marcado por um roteiro um tanto previsível demais com um vilão péssimo e esquecível. 

Agora é diferente, muita coisa foi corrigida aqui. Os arcos dos personagens são trabalhados de uma maneira melhor. 

Há uma vilã muito boa, mesmo com um design bem genérico, foi muito bom dar uma atenção para ela, mesmo que esteja longe de ser a melhor vilã do MCU, valeu o esforço. As cenas de justificativa de suas aspirações servem.

Homem Formiga e a Vespa é um filme bem mais família, e tenta estabelecer isso nos 3 arcos mais importantes. O diretor Payton Reed não poupa esforços em tentar fazer uma ligação entre espectador e personagem por meio de relações familiares. 

A Comédia flui de uma maneira melhor ainda que o primeiro, o Luís, personagem do Michael Peña é hilário, toda vez que o cara aparece em cena é uma gargalhada garantida. E claro as cenas divertidas da utilização dos poderes de encolhimento.

Homem Formiga e a Vespa entende muito bem suas limitações


O Filme é uma Comédia assumida, não tem pra onde fugir disso. Talvez em alguns arcos dramáticos, que se usam da comédia para se formarem.  Não podemos exigir cenas memoráveis e épicos como os 2 filmes anteriores da Marvel, não vai de acordo com as ambições desse. 

Dentro da sua proposta, temos o casal principal que funciona muito bem, a Hope, personagem da Evangeline Lilly (Vespa) dá uma sutileza muito legal, com piadas bem irônicas e fazem a gente gostar mais ainda dela. 

O Scott (Homem Formiga) é um personagem mais bobo, e combina muito com a relação dele com a filha.  Que é muito boa por sinal, mantém o nível do primeiro filme.

Mas na comédia, quem manda bem mesmo é o Luís, como dito antes é um potencial absurdo pra comédia. Que apareça em mais filmes por favor.

O visual do filme é bem leve, degustável. É divertido nas partes de encolhimento ou crescimento padrão, onde vemos até uma Hello Kitty gigante. Mas na parte quântica, que é mostrado no terceiro ato deixa um pouco a desejar, poderia ser bem mais bonito.

Conclusão



Homem Formiga e a Vespa é um filme doce e divertido. Não é repleto de cenas épicas memoráveis, mas reforça muito os laços emocionais e familiares dos seus personagens. A Vilã serve para mover a história, muito diferente daquele genérico e esquecível do primeiro filme. Melhora muitos outros aspectos do primeiro filme. Um bom filme para terminar o ano de 2018 da Marvel, e sempre quando passar na sessão da tarde no futuro eu irei ver.


Crítica: Homem Formiga e a Vespa (2018) Crítica: Homem Formiga e a Vespa (2018) Reviewed by Adao Filho on julho 10, 2018 Rating: 5

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