Kimi no Na wa. (Your Name.), o filme que deixou abalado

Há alguns dias, descobri a existência dessa animação japonesa, aos modos dos Animes. Eu sempre fui fã dos Animes clássicos, principalmente Cavaleiros do Zodíaco, mas nutria um certo ranço com os mais recentes, que não me agradavam tanto assim.

Mas nesses anos, principalmente 2017, eu tenho criado uma obsessão por filmes. Possuo uma lista enorme para assistir, e navegando na internet acabei por me deparar com Kimi no Na Wa, um filme em forma de Anime.

Além disso, pela sinopse ele parecia bem diferente dos Animes que gosto até hoje. Mas decidi colocar isso de lado e pôr o filme como primeiro da minha lista.

E foi uma das minhas melhores decisões do ano.

Kimi no Na Wa. me surpreendeu de uma maneira incrivelmente, me fez despertar emoções com uma facilidade incrível. Terminando por me colocar numa crise existencial, de tanto abalado que fiquei após assisti-lo.

Para começar, a primeira coisa que me atraiu foi essa qualidade da animação. O visual é de encher os olhos, onde há um detalhismo surreal nas cenas onde mostra o céu estrelado e os raios de sol da manhã.

Para quem reclama que a qualidade do design de Animes é baixa... bom, nesse não há o que reclamar em nada, simplesmente fantástico.

E o detalhismo na animação talvez seja um dos seus pontos mais fortes, por que ele ajuda na ambientação da história, deixando-a mais tocante. Tanto é que consegui fazer com que outras pessoas fizessem planos para assistir esse filme.

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O design é apaixonante, mas não é o zênite da obra.

O Roteiro sim se mostra uma obra de arte dessa década. Recheada de reviravoltas durante a duração do filme, brinca com os sentimentos do espectador, invertendo a cronologia de algumas cenas, essa inversão em um certo momento é assustadora.

Essa brincadeira de colocar algumas cenas embaralhadas entre futuro e passado me fez sentir como se enfiassem uma faca nas minhas costas.

É colocado no mínimo uns 2 plot twists durante o enredo. Como toda boa reviravolta, são como um baque, um abalo psicológico para quem está assistindo. Olha, talvez seja histeria, mas... Esqueça o Clube da Luta, o plot twist de Kimi no Na wa é mais genial, mas não seja tão impactante.

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Uma coisa muito importante que Kimi no Na wa me mostrou foi toda a disparidade entre a cultura oriental do interior do Japão com os centros urbanos.

Há simbolismo durante todo o filme, mostrando toda a vida dos 2 protagonistas e como suas realidades são totalmente diferentes.

Na parte do garoto, um jovem urbano de Tóquio, que tem uma vida mais americanizada, que vai à escola para se formar e procurar emprego, enquanto trabalha como garçom para ter uma independência financeira. Na menina, uma interiorana de uma cidade bem pequena, que vive numa família que em parte respeita as antigas tradições religiosas de sua cultura, dando importância à costumes antigos seculares.

Os dois são abordados de uma maneira que você nem imagina. Esse é o ponto chave da obra, é o que faz encher tanto os olhos, o que me está tentando a colocar no meu top de filmes que mudaram a minha vida.

Como eu queria ter visto esse filme antes, assim ele poderia certamente aparecer nesse post. Mas mesmo assim, ainda é muito cedo para dizer tal afirmação, é um filme para refletir por mais tempo.

Kimi no Na wa é um filme que me abalou completamente. Suas nuances me fizeram arregalar os olhos mais vezes do que poderia contar, com um roteiro montado com a verdadeira função de chocar o espectador. Seus simbolismos relatam mensagens muito mais profundas que eu não pude notar por completo.  E claro, os plot twists que são impressionantes, juntamente com o design que beira a perfeição.

Um filme majestoso, que você se não viu, precisa ver. Vai ser difícil essa obra sair da minha memória, e eu espero que tenha mudado a minha vida, assim como a reviravolta na história.

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Kimi no Na wa. (Your Name.), o filme que deixou abalado Kimi no Na wa. (Your Name.), o filme que deixou abalado Reviewed by Adao Filho on outubro 06, 2017 Rating: 5

Um comentário

  1. […] só agora, talvez seja pelo fato da inspiração realmente ter chegado. Mas não era por menos, o Filme que avaliei no ultimo post me deixou bem mais sentimental e inspirado […]

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