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23 de Março de 2017, o dia que a Seleção Brasileira deu um baile em pleno estádio Centenário.

A poderosa defesa Uruguaia estrelada pelo zagueiro Diego Godin, jogador do Atlético de Madrid não pode fazer nada contra uma pintura de Neymar e três surpreendentes gols de Paulinho, convocação mais do que contestada, que estava onde devia estar na hora certa.

Os únicos pontos fracos do jogo de hoje foram os laterais Marcelo e Daniel Alves, além da falta de confiança no goleiro Alisson. Marcelo deixava uma avenida o jogo todo para quem quisesse passar e ainda foi o maior culpado pelo primeiro gol do jogo: O pênalti convertido por Edinson Cavani, que vem fazendo uma ótima temporada 2016/17.

Já o goleiro, que também teve certa culpa (não maior que o lateral do Real Madrid) no pênalti, mas também a demora que foi agarrar no mesmo. Essa falta de confiança no goleiro vem mais por parte da população, que acredita que Diego Alves do Valência é o nome ideal para a camisa 1.

Pessoalmente, também concordo que Diego Alves é o ideal. Além da sua maior experiência, ele é o maior pegador de pênaltis da história da La Liga, isso não é pouca coisa. Além de tudo, Alisson é reserva do Szczesny no campeonato italiano. O goleiro polonês nem é dos mais confiáveis.

Já diria o Galvão Bueno: “Nem o mais otimista torcedor brasileiro poderia prever uma vitória tão fácil”. Bom, foi fácil depois do gol de empate, quando a seleção começou a controlar o jogo.

Do meio de campo para frente a seleção é excelente. Casemiro roubando bolas, Phillipe Coutinho na melhor fase da carreira, Neymar esbanjando de jogar bola. Tanto que o Brasil tem o melhor ataque das Eliminatórias Sulamericanas e não é por acaso. Tite progrediu bastante como técnico, a partir de 2015 se tornou extremamente criativo, com suas variações de jogadas principalmente.

Uma grande atuação, que gerou um 4×1 no pleno estádio Centenário. Classificação adiantada na Copa da Rússia, com várias rodadas de antecipação. Além do grupo unido, com jogadores de confiança do técnico, a população brasileira deposita esperanças de uma taça.

Em dias de jogos, o noticiário divide sua atenção entre a seleção e os escândalos de corrupção e as pautas polêmicas da política nacional. O país é dividido politicamente, mas quando a seleção entra em campo, temos uma boa parte dos admiradores do esporte unidos torcendo pela mesma camisa.

Neymar caminha para ser o segundo maior jogador da história do Brasil. Tite vem fazendo um excelente trabalho com 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Sulamericanas. Classificação para a Copa do Mundo com 1 ano e meio de antecedência… Entretanto, não é sempre que a seleção vai para a Copa jogando o fino da bola e sai de lá com a taça.

A última vez que isso aconteceu foi na famosa Copa de 70, onde Pelé se consagrou como o maior de sua geração.  O tetra veio depois uma suada classificação, com Romário  chamando a responsabilidade fazendo aquele gol de placa no Uruguai. Depois veio as eliminatórias para a Copa do Japão, com uma troca de técnico extremamente perto do Penta.

Tivemos a geração dos anos 80 com Zico jogando demais pelo clube e pela seleção, com o futebol admirado no mundo todo, e fracassando na Copa. 2006 a seleção batia seleções mais fracas, e quando chegou na Copa do Mundo o “quadrado mágico” que jamais foi mágico naquela edição não funcionou.

Tite vem utilizando seus conhecimentos táticos para elaborar a seleção com o melhor futebol do mundo. Nota: O time se reuniu completamente terça feira, ou seja ele mal tem tempo para treiná-la. Com o pouco tempo que possui conseguiu montar uma seleção imbatível na América do Sul.

Pessoalmente, com o futebol que vem jogando até a data de 23/03/2017 a Seleção Brasileira tem totais condições para ganhar a taça. A ultima competição de seleções que houve, a EURO 2016, provou que a qualidade de futebol da Europa não está tão forte assim. Tite consegue reunir a eficiência à qualidade, união que os Europeus não vêm demonstrando.

Bom, o propósito do texto não é dizer que o Hexa já veio ou que ainda está longe para tal. É simplesmente deixar em aberto tal conquista, e que as possibilidades são reais. Apesar do histórico “jogar melhor as eliminatórias” não ser muito bom em relação a Copa do Mundo, estou otimista.

Nos vemos em 2018, aí eu resgato esse texto e faço uma parte 2.

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