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Tenet é o mais novo filme do polêmico, ambicioso e popular diretor Christopher Nolan, o diretor da trilogia do Cavaleiro das Trevas, A Origem e Dunkirk.

Depois de um filme relativamente “simples”, como Dunkirk, a sua filmografia voltou às origens complexas e ambiciosas: uma trama de ação e ficção científica com conceitos do tempo e do espaço.

Pessoalmente, acho que o diretor acertou muito em algumas obras como Memento, The Dark Knight, The Prestige e Inception, mas em outras oportunidades mais recentes não tanto.

Desde as primeiras informações de Tenet, parecia que o popular diretor estava com vontade de voltar às origens, ou melhor à Origem: numa trama inspirada pelo seu melhor filme, com toques de ficção científica e ação.

Os trailers nos entregaram algo impossível de ser interpretado o que realmente se trataria o filme, exceto o fato já conhecido do seu truque principal: viagens no tempo.

Assim privando o expectador da experiência total e alimentando teorias e expectativa dos fãs, como debatemos sobre a situação de lançamento do filme neste Podcast.

E como foi o resultado final de Tenet?

Tenet é um espetáculo visual do início ao fim. No terceiro ato talvez tenhamos visto as tomadas mais lindas da carreira de 11 longas do diretor.

São takes grandiosos em IMAX, que bateu uma vontade gigantesca de ter visto no Cinema. As cenas de ação principalmente, nos remetem muito às sequência do Cavaleiro das Trevas, principalmente a inicial.

Essa grandiosidade é totalmente coerente com a questão ambiciosa do roteiro: uma trama de viagens e alterações temporais.

Filmes ambiciosos merecem um visual a altura do que almejam, mesmo que não correspondam em qualidade do roteiro.

Enquanto a parte visual é excelente e irretocável, já não podemos dizer o mesmo em relação ao roteiro do filme.

Christopher Nolan nunca foi um grande escritor de diálogos e nem o melhor “tradutor sentimental” para suas tramas, por isso sempre foi auxiliado por grandes atores: Christian Bale, Leonardo DiCaprio, Matthew McCounaghey.

Uma trama meio vazia, mas preenchida por grandes atores

Em Tenet não é diferente das ultimas obras: Há uma trama familiar que carece de sustância, faltou algo mais palpável, então fica algo vazio.

O vilão fraco endossa essa falta de uma fundamentação melhor, é uma homenagem aos clássicos vilões da espionagem de 007 ou Missão Impossível, só que sua figura caricata precisava ser melhor produzida.

Entretanto, essa questão sentimental enrolada ao vilão não é um problema que te tira muito do filme, só quem alguns momentos bem específicos. No geral, ele é funcional para a movimentação da história.

Entre os atores, quem se destaca é a dupla principal: Robert Pattinson e o John David Washington. É incrível como esses caras brilham todo o momento, é uma parceria com muita química entre os 2.

O personagem do Pattinson traz uma leveza, mistério e uns toques cômicos que fazem o filme respirar e sair mais fluido. Já o filho do Denzel Washington mantém a sua premissa de herói de espionagem destemido em cumprir sua missão.

Enquanto a trama se desenvolvia, 2 se completam muito bem e mesmo depois de 2h e meia você sente falta e quer mais. É disparado a melhor qualidade do filme todo.

As 2 horas e meia que voaram em Tenet

Enquanto a trama principal é derivado de clássicos da espionagem e até simples, não podemos dizer o mesmo da questão sci-fi da trama.

É confusa, complexa e demanda uma segunda assistida. Só que os diálogos expositivos necessários são feitos sem ser tão carregados ou forçados como Interestelar (do mesmo diretor).

O roteiro nos entrega suposições, projeções e formas mais elegantes de explicar o roteiro, assim não precisando que o filme pare, muito pelo contrário: ele é frenético.

A história vai, volta, entretêm e não para. Há respiros, claro, mas não uma quebra na história. O que deixa o filme muito mais agradável de assistir, não vejo um filme do Nolan tão divertido desde Inception.

Conclusão

Tenet pode não ser o melhor filme de Christopher Nolan, mas sem dúvida é um dos melhores.

São duas horas e meia de um filme incansável, frenético e divertido, que pode ter suas limitações de roteiro, mas que se tornam mínimas em relação ao entretenimento que ele te passa.

Não chego a dizer que é o melhor filme do diretor desde A Origem, porque achei Dunkirk incrível na segunda vez que revi o longa, mas sem dúvida em entretenimento é o que mais me fez gostar de assistir na década.

Como é gostoso ver o Nolan se divertindo e voltando para seus filmes de ação malucos.

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