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Os 7 de Chicago talvez seja a grande aposta da Netflix na temporada de premiações este ano, principalmente o Oscar – A maior ambição da produtora.

Durante o ano de 2019, a vermelhinha conquistou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro com o incrível Roma, dirigido pelo Alfonso Cuarón. E desde então vem perseguindo o Oscar com filmes aclamados pela crítica:

O Irlandês, Jóias Brutas, entre outros filmes recentes. Agora parece que conquistar o Oscar se tornou a grande obsessão da plataforma de streaming.

Ao que tudo indica, Os 7 de Chicago é a nova aposta da vez. Dirigido por Aaron Sorkin, roteirista do excepcional A Rede Social, o filme conta um caso polêmico da história recente americana com um elenco estelar.

Ou seja, estamos diante de um legítimo concorrente da temporada de premiações. Bom elenco, drama de tribunal e uma história polêmica conhecida do público norte-americano.

O Contexto geral e o maior problema de Os 7 de Chicago

Grupos de manifestantes distintos se unem para protestar contra a Guerra do Vietnã, o conflito com os policiais sai do controle e 7 desses manifestantes são indiciados pelo “Ministério Público” dos EUA sob o pretexto de incitar a violência.

Uma história inspirada na realidade, mas que houve certas “adaptações” e omissões do roteiro, que tomou algumas liberdades artísticas de omitir ou alterar algumas informações, alegando indiretamente um conhecimento prévio do espectador.

E esse é o maior problema do filme todo. A obra dá uma introdução extremamente acelerada e desnecessariamente verborrágica, e um epílogo só mostrando uns textos ao melhor estilo “o que aconteceu depois”.

Um final extremamente duvidoso, diga-se. Soou uma conclusão um tanto forçada para “arrancar palmas” do espectador meio que na força, com frases de efeito.

Quando você entra na trama principal, simplesmente faltam elementos históricos para melhor fundamentar o argumento do roteiro. Então soa como se alguns acontecimentos específicos foram por mero acaso.

Enquanto o tempo de tela vai correndo, alguns personagens tem tem um desnecessário tempo de tela, como uma investigadora do FBI, já outros você implora por mais tempo, mas são subutilizados, especificamente o personagem do Michael Keaton.

Diálogos espetaculares que mantém a atenção do público

Se há uma qualidade inestimável de Os 7 de Chicago, são seus diálogos. É inacreditável como eles prendem a atenção em um filme relativamente “parado” e verborrágico.

Geralmente dramas de tribunais são muito criticados por serem chatos, monótonos e “mais do mesmo”. Certamente que Sorkin poliu tanto o roteiro para cortar qualquer aresta chata possível.

Todos os diálogos são bem escritos, os personagens sempre agregam à conversa sem se tornar algo superficial ou simplesmente “porque o diretor mandou falar” e conduzir a história.

Nesse aspecto eu lembrei bastante de A Rede Social e seus diálogos surreais de tão interessantes. E é inegável a qualidade do Sorkin como roteirista.

Durante as situações ocorridas no julgamento dos protagonistas, há situações ora cômicas, ora chocantes mas sem pesar muito a mão nesses sentimentos produzidos.

Tudo é muito bem dosado para não soar forçado. E claro, durante a história há vários flashbacks para contextualizar a situação, entretanto somente suficientes para os próprios personagens, mas não para o contexto geral da história, como foi dito antes.

Aliás, recomendo muito esse vídeo do grande Dalenogare comentando alguns pontos históricos da trama. Excelente material suplementar.

Conclusão

Os 7 de Chicago não é um filme brilhante, mas muito bem dosado. Pontas de um drama revoltante, uma comédia debochada e uma seriedade comum dos filmes de tribunal que funcionam no final.

Pode não ser o filme mais bem resolvido do mundo, mas há bem mais qualidade do que defeitos, como a atuação do Joseph Gordon-Levitt, Sasha Baron, Eddie Redmayne e do Michael Keaton.

História importante, elenco estelar e um drama de tribunal: pode ser o Oscar-Bait que a Netflix precisava para conquistar o tão almejado prêmio.

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