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O falatório da internet em relação à Joker não é de agora, vem desde o anúncio oficial de Joaquin Phoenix no papel: Um personagem que é muito aclamado pela fanbase devido suas versões cinematográficas e HQs e caiu na mão de um dos atores preferidos do cenário do cinema mais underground

O Mestre, Ela, Você Nunca Esteve Realmente Aqui.. Joaquin Phoenix tem uma filmografia inteira de obras e parcerias com diretores aclamados pelas premiações em todo mundo, destaque para o Paul Thomas Anderson, que tirou uma atuação divina de Phoenix em O Mestre.

Mesmo brilhando em filmes mais “desconhecidos” ele não deixa de ser uma estrela e foi uma aposta até segura: deixar um dos papéis mais importantes da DC nas mãos de um dos melhores atores do mundo. A aposta até então nada segura foi Todd Phillips.

Depois da sua obra-prima Se Beber Não Case, Todd nunca engrenou muito na carreira. Continuou a trilogia do filme já dito e fez outros que não chamaram tanta atenção da crítica ou até do público mesmo.

Mas como foi bem explicado nesta crítica, o diretor estava com crédito na Warner devido ao sucesso de Nasce Uma Estrela, dirigido por Bradley Cooper (o produtor de Joker).  Então aí começou uma empreitada para a produção de um filme art house, inspirado em Taxi Driver e estudo de personagem sobre o Coringa.

Sendo bom ou ruim, a experiência seria nova pra mim pelo menos.

Bom é, mas a digestão de Joker não foi das melhores.

Pelos trailers, deu pra ver que a pretensão do projeto foi atingido: Um filme que é perfeito e ideal para os haters e pessoas que não suportam mais os famigerados filmes de Super-Heróis: Aqueles estudos de personagem que são glorificados pelos amantes do cinema de arte e sempre premiados nos festivais mundo afora.

Não é muito além disso, na verdade. Joker é muito bem atuado, o Robert de Niro tem participações pontuais, mas que nos mostram uma presença foda. Só pra citar um do elenco de apoio, mas todos estão muito bem. Ajudam a compreender um pouco a Gotham decadente que presenciamos.

Para entender melhor essa fase terrível da cidade, a fotografia é linda: diferente dos tons azulados da trilogia do Nolan: a gente percebe um colorido maior e foque em detalhes que nos mostram todo o meio ambiente em que o protagonista vive, que contribuem para sua loucura.

Principalmente no terceiro ato, onde as cores ressaltam aos nossos olhos e você se sente mais imergido na história, diria que foi um dos melhores terceiros atos que vi em filmes da DC/Marvel.

O meu maior problema seria a subjetividade que o roteiro nos traz. Objetivamente, eu posso escrever uma bíblia de elogios, como eu introduzi antes: atuação e tecnicamente impecáveis, o roteiro foi bem escrito… mas a história contada é algo difícil de comprar e se tornar palpável.

É um roteiro, por mais que tenha sido bem escrito com elementos dramáticos clássicos já utilizado em outras obras, não deixa de ser desinteressante. Ele fica como um quebra-cabeça colocando cada peça montando até surgir o Coringa, mas o caminho até lá… confesso não ter comprado.

Filmes de Origem de Herói/Vilão, em geral podem ser algo incrível e inesquecível, ou algo banal, que não tem tanto impacto assim. E foi a minha relação com a origem do Coringa: Eu não vou ficar com esse Coringa do Phoenix o resto da vida ou consegui me apegar ao personagem.

Diferente do clássico piadista do Jack Nicholson ou aquele anarquista do Ledger, a versão louca com distúrbios mentais do Phoenix foi a menos cativante. Reconheço todo o imenso esforço de um ator sensacional como ele, continuo admirando o trabalho do cara, mas realmente não consigo colocar à frente desses 2 vilões icônicos.

Eu estou incrivelmente surpreso com as polêmicas envoltas desse filme. Eu juro que não consegui encontrar o filme que incentiva as pessoas cometerem atitudes terroristas. Acho que a mensagem dada está longe de ser das mais convincentes assim. Sem entrar em spoilers É a história de um louco que pelo acaso e circunstâncias de seu meio, que sofre as consequências.

Tá muito mais na cara de um sensacionalismo midiático do que qualquer coisa, ou posso está bem errado e ter visto o filme por um olhar bem errado. Vai saber.

Conclusão

Um roteiro simples, elenco estelar e um dos melhores atores do mundo. Joker é a soma de vários ingredientes que funcionam muito bem naquilo que se propõe, mas não me encantou tanto quanto eu gostaria.

Se você é admirador do Joaquin Phoenix, ama o Coringa, é público dos filmes art house ou simplesmente odeia os filmes de super-heróis, vá sem medo: Coringa é o filme ideal para você sem nenhuma dúvida.

Para o pessoal não tão acostumado com esse tipo de filme, recomendo uma cautela maior para tentar digerir. Mas Joker, goste ou não, é um filme para ser visto por todos. Mas infelizmente não foi um filme que me tocou.

É isso.

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