Quer ser o primeiro a saber sobre novos conteúdos?

F1: Drive to Survive se mostrou em 2019 como um prato cheio para o fã de automobilismo. Mas muito cheio. A primeira temporada pegou todo mundo de surpresa e ajudou a fincar a bandeira de um esporte taxado de ser para velho ou playboy dentro da casa dos “xóvens”, a Netflix.

Ano passado fomos agraciados com diversas corridas sensacionais e muito material para ser abordado numa entusiasmante segunda temporada que estava por vir. A primeira temporada, além de dar um Up na popularidade da categoria, ajudou todos à enxergarem o esporte de outras maneiras, sem somente olhar para quem estava na frente. Além, é claro, de humanizar um pouco os pilotos, vistos a distância apenas como ricaços que dirigem à 300km/h em círculos podendo se matar algum momento.

 
 

A segunda temporada continua na linha documentarista de explorar um pouco mais o lado pessoal da história. Mas agora, em vez de ficar contando cronologicamente de corrida em corrida, a equipe da Netflix se dá liberdade para elaborar um storytelling sem cronologia definida. Em cada episódio vamos à frente e voltamos no tempo para mostrar a narrativa de cada equipe ou piloto. Voltamos para 2018, 19, avançamos na temporada, paramos e é isso.

A maior novidade anunciada em 2019 seria que agora teríamos as 2 equipes principais sendo abordadas. O que gerou uma grande expectativa em relação aos episódios de Ferrari e Mercedes… que foram um pouco decepcionantes. Hamilton aparece na série em vários momentos, mas sendo retratado um pouco distante, como uma estrela inalcançável. E no episódio principal da equipe inteira… a narrativa dele ter ganhado doente foi um tanto fraca. Talvez (plena suposição) a equipe da Mercedes não tenha dado tanta liberdade pra Netflix. Na Ferrari, foi um pouco desperdício porque claramente a equipe tava passando pano nos atritos entre Vettel e Leclerc na temporada inteira (pelo menos nas pistas) culminando na batida horrorosa do alemão em Interlagos.

A Haas é a mesma coisa da temporada passada. É legal, mas já vimos isso. A Williams é um episódio triste, mas bem produzido, mostrando as dificuldades de uma equipe tradicionalíssima no fundo do poço.

 

Quem mais brilha em toda segunda temporada são as equipes da Red Bull, Renault e Carlos Sainz. Certamente deram mais liberdade, e assim temos um retrato muito mais palpável de cada um. A narrativa de superação do Gasly é sensacional e bate com a trajetória do drama clássico: ascenção, queda e redenção. Quando subiu para a equipe principal, fracassou, perdeu seu melhor amigo em um acidente e depois temos a incrível performance em Interlagos, culminando na excelente season finale.

Mesmo se mostrando competente, com mais equipes e novos personagens, Drive to Survive ainda não se mostrou completo como poderia ser. Faltou mais Kimi Raikkonen, Sérgio Perez, Stroll, Lando Norris. Aguardemos a terceira temporada.

Conclusão

Grande trabalho na netflix. Erra em uns pontos, outros mostra mais do mesmo. Mas ainda sim as virtudes são bem maiores que os defeitos em toda série. Ainda não é a perfeição de um material documental de automobilismo, mas acho que essa perfeição está chegando.

 

Deixe seu comentário para Crítica – F1: Drive to Survive | NETFLIX