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Esse é o primeiro review que eu pensei horas, mas literalmente nada resume o meu sentimento para esse filme. Tinha expectativas, não eram as maiores, só que por vários motivos, eu não via a hora de assisti-lo no cinema.

Confesso que foi uma das melhores experiências que tive, e até então, foi o melhor filme que vi esse ano. Não sei se vou manter essa opinião até o final do ano, porque tem alguns filmes na lista. Mas a “sensação de soco no estômago” que todos falaram, foram mais do que real pra mim.

Adianto que essa review não será longa, porque realmente é um filme que não tenho o que criticar.

Eu achei o enredo sensacional, como já era o esperado. Ele abordaram bem que o Coringa tem problemas, mas não transformaram isso em ‘coitadismo’, e seguiram com isso de forma genial. Tanto que a minha cena favorita é a da entrevista, que eles colocam os dois lados da moeda em discussão, e eu achei ótimo, porque calou a boca de todos os “críticos” que ficaram acusando o filme de “passar pano” para os atiradores dos Estados Unidos, já que segundo eles, “é a mesma desculpa”.

Isso é uma questão um tanto quanto longa, e me estressa bastante, então não irei a diante nisso, mas o ponto é que o filme faz muito bem, e na minha humilde opinião, só prova que a culpa não é de X, nem Y e nem Z, é somente culpa de quem fez tal atrocidade.

A forma como eles mostraram Gotham foi surreal. O filme se passa em 1981, mas se fosse em 2019, eu não ficaria surpreso, porque como tudo é mostrado, ainda mais na situação política e social que eles mostram durante o longa, não é nada diferente do que eu imagino hoje em dia. A parte como eles mostram os Wayne também me pegou bastante, em certos momentos eu lembrei vagamente do Batman: The Telltale Series, jogo lançado pela falecida Telltale, onde parte do plot também envolve o legado dos Wayne e uma suspeita deles terem ajudado a cidade a afundar, mas no caso do jogo, ele envolve mais o Bruce investigando tudo isso, e é bem mais uma visão da cidade já com o Batman e tudo mais. Mesmo a empresa tendo saturado o gênero de point and click, é um bom jogo pra se dar uma olhada

Mas voltando ao filme, e mais precisamente, falando da cidade, é bem legal como justificaram tudo. Arthur era um palhaço que trabalhava em uma agência (que inclusive, adorei o nome dela), e toda a transformação dele enquanto a cidade cada vez vai se destruindo é fantástico. O metrô me lembrou a cena do Batman Begins. Muita coisa me lembrou vários filmes do Batman, pra ser sincero, e acho que essas ‘coisinhas’ foram as que mais me cativaram durante o filme, principalmente aquela cena dele no carro no final, que é uma referência clara ao Joker do Heath Ledger no Dark Knight. Essa foi uma cena que mexeu comigo, e você analisando todo o contexto da situação, onde a cidade estava o caos e ele apreciando pelo vidro do carro, é tão lindo. Não tem o que dizer, é lindo.

A minha cena favorita do filme todo é a entrevista com o Murray Franklin. Como citei acima, esses assuntos de armas, atiradores e “causas” eu realmente odeio, mas no filme é muito bem abordado, porque em toda a entrevista, a argumentação é “lá e cá”, o que vai contra o que os críticos chorões falaram por aí. Claro que, você fica mais fascinado com o lado de Arthur, porque o filme é sobre ele, só que o filme faz o papel dele em deixar 50/50 a situação. Sem contar, que a cena por si só é maravilhosa, e toda a construção que eles fazem desde o começo do filme até esse momento é sensacional.

A outra cena favorita é a de quando ele realmente explode e entra na casa da Sophie (interpretada pela Zazie Beetz), e causa certo estranhamento ver que ela tem medo dele e coisas do tipo. E quando o filme vai mostrando a cada flashback que todas as cenas deles são apenas a cabeça do Arthur, é sensacional. Assim, na parte do hospital realmente é bem estranha se você parar pra pensar, mas em todas as outras é perfeita a forma que eles constroem tudo. Até a cena do elevador que ela supostamente faz o gesto com a arma, é coisa da cabeça dele.

Uma coisa que eu gostei bastante, foi como eles adaptaram tudo pro filme acabar com um “build” para o Batman – que eu sinceramente torço pra não acontecer. A construção de tudo pro final ter a famosa morte dos Wayne no beco foi ótima, tanto que era Zorro que estava em cartaz, passa rapidamente, mas dá pra ver. É uma cena relativamente rápida, porém merece ser citada.

Sobre as atuações, eu não tenho o que dizer. Se vocês estão aqui na com spoilers, não tem nada que eu possa dizer que vocês já não saibam. A atuação do Joaquin Phoenix, do De Niro, da Zazie Beetz são maravilhosas, não teve nenhuma que eu achei “ok”, todas foram de muito boas pra cima, sinceramente.

A questão das cenas, eu adorei. Não foi CGI, não teve raio azul que ameaça destruir a cidade. Foi como tinha que ser, meu medo era que eles exagerassem, porém eles me surpreenderam e foi no tom correto. Acho que esse foi o terceiro ato mais legal e diferenciado que eu vi desde Baby Driver.

Óbvio que como tudo, teve reclamação que foi muito simples, que “faltou o Batman” e essas coisas. Eu acho besteira, se inventassem demais, eu já começaria a me questionar. É aquela coisa: Os críticos querem que os reviews tenham alcance, e nada dá mais alcance do que chorar que o filme é ruim e essas coisas. Da mesma forma que criticaram Endgame por “usar muito seu universo” e Aquaman por “ter água demais”, criticam Joker por ser “Vilão demais”. É assim que o jornalismo ganha dinheiro, amigos.

Conclusão

Lembram daquela discussão do “É necessário um filme do Coringa?”? Então, na minha visão não era necessário, mas que bom que eles fizeram assim mesmo. Puta filme bom, ele foi o melhor filme que vi esse ano até agora, e eu não sei se vai mudar, mesmo vendo alguns filmes que ainda faltam da minha lista, ele deve seguir em primeiro. Endgame ainda é o meu favorito do ano, mas Joker obviamente é o melhor que eu vi, ainda mais se tratando do gênero de HQs.

Eu realmente recomendo o filme, mas aviso que a violência dele é relativamente pesada, e o filme tem gatilhos pra suicídio e essas coisas. Tirando essas coisas, é uma puta experiência, ainda mais se você pegar uma sessão boa, que não tenha adolescentes rindo de qualquer coisa.

Obrigado DC por esse filme, acho que o futuro do gênero em si tá bem guardado. Os anúncios da “Fase 4” da Marvel parece que finalmente vão diversificar os gêneros no MCU, e a DC tá na sua corrida fazendo uma coisa diferente da outra, o que tá finalmente chamando atenção do público novamente. E ainda tem os projetos da Netflix, Disney+, DC Universe, Amazon Prime… Eu não poderia estar mais ansioso.

Se eu desse uma nota menor que essa, eu estaria mentindo.

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