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3 anos e meio depois do seu ultimo álbum, The Weeknd está de volta.

O artista mais popular do R&B “comercial” nos últimos anos tem sido bem ativo. Depois do sucesso comercial “Starboy”, o cantor canadense lançou o polêmico EP “My Dear Melancholy,” depositando todas as suas mágoas do fim do relacionamento em canções extremamente pesadas.

Também tivemos uma penca de participações e alguns singles. Com destaque ao album do Pantera Negra, Lost in the Fire e Power Is Power, musica feita para a ultima temporada da série Game of Thrones.

Sempre no main stream, mesmo com um hiato de quase 4 anos, o Abel nunca saiu dos holofotes e semeando esse gosto de “quero mais um álbum”. Principalmente depois do excelente EP My Dear Melancholy. Nessa parte de “gerenciamento de carreira”, o canadense consegue muito bem nutrir seus fãs com material novo, sem acabar saturando e lançando álbum todo ano.

Então veio a nós 3 singles: Heartless e Blinding Lights (em questão de dias de intervalo entre lançamentos) e posteriormente After Hours, a faixa título do album. As três músicas em questão, me agradaram muito, muito mesmo.

O que mais me interessou nessas 3 faixas-single, foi que cada uma tinha aspecto diferente: a primeira foi quase um rap que lembrou o período Starboy. Blinding Lights surpreendeu bastante todo o mundo com uma faixa dançante com claríssima referência ao clássico Take on Me, grande sucesso oitentista. Já faz um bom tempo que Blinding Lights foi lançada e até pouco tempo atrás (ainda deve ser) a música mais ouvida do Spotify, tamanho sucesso.

After Hours, a música principal é sombria e nos remete aos tempos de Kiss Land. Só que achei abaixo das demais, mesmo ter gostando muito. É que esses singles iniciais me empolgaram demais, então o nível tava altíssimo. Ainda sim fiquei satisfeito com a faixa título.

Então na madrugada da sexta-feira a mais nova obra do Abel estava entre nós. 

E infelizmente não conseguiu cumprir minhas expectativas.

É bem verdade que After Hours tem uma introdução e uma segunda música ótimas. Nada comparável às introduções os albuns anteriores (Real Life- Losers e Starboy-Party Monster) mas você consegue entrar no clima estabelecido.

O Clima inicial é synthwave misturado com R&B característico do artista. Alone Again e Too Late introduzem muito bem e dá o recado “estamos no album do The Weeknd, seja bem vindo”. O problema é o que vem depois disso.

Depois da introdução, temos uma sequência de 4 músicas com muita falta de inspiração. Não que sejam músicas ruins, mas que elas são muito “mão pesada”.  Hardest to Love, Scared to Live, Snowchild, Escape pro LA são esquecíveis, não há muita coisa pra falar além disso.

Com uma pequena ressalva em Hardest to Love, onde vemos uma claríssima referência ao pop oitentista que pode soar mais nostálgico para alguns. Mas até Heartless há uma sequência de 4 músicas que são qualquer coisa.

Como já foi dito, Heartless foi um ótimo single que empolgou bastante, sequenciado de outra inédita que é até boa, com alguns bons momentos, mas longe de estar do nível dos singles ou da sequência das 2 músicas iniciais. Falo de Faith.

A empolgação com o album volta de verdade ao relembrar Blinding Lights e sua empolgante batida e teclado synthwave. Disparada a melhor entre todas as faixas. Logo após o segundo single, temos uma sequência empolgante de músicas: In Your Eyes e Save Your Tears que possuem como maior qualidade os refrões.

São refrões que ficam na mente, mas sem se tornarem enjoativas. E mantendo a mesma temática do album de pop oitentista misturado com o estilo do Abel. O resto do album tem apenas After Hours, ótimo single e 2 faixas que eu prefiro ignorar mesmo.

Conclusão

É, não deu certo.

After Hours se tornou um album cujos singles foram extremamente promissores e o produto principal com apenas 4 músicas inéditas interessantes. Ou seja, 50% de todo o disco é esquecível, genérico.

A ideia de After Hours lembra um pouco o Kiss Land e suas músicas profundas, um tanto melancólicas e outras sombrias. Não sou o maior fã do Kiss Land, mas o mesmo foi mais bem sucedido em sua proposta do que a ultima obra do cantor.

É um pouco decepcionante, principalmente porque o Abel é o meu cantor preferido. E mesmo certas obras dele sendo alvo de críticas (leia-se Starboy) ninguém podia chamá-lo de genérico ou qualquer coisa.

Infelizmente o dia chegou.

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