Crítica: Eminem - Kamikaze (2018)


Eminem voltou com o álbum Kamikaze. O nome não tinha como ser mais adequado pois nesse álbum. Eminem aparece disposto a matar toda a sua competição, nem que pra isso tenha que morrer junto.

No final de 2017 Eminem nos trouxe “Revival”, um álbum que foi criticado desde o lançamento de seu primeiro single “walk on water”, onde Eminem dizia ser uma pessoa normal e não um deus mesmo após afirmar literalmente o contrario em seu álbum anterior com a famosa “rap god”.

Some isso a varias outras “contradições” apontadas por seus fãs e pronto, temos um dos álbuns mais criticados do Shady.

Quem poderia imaginar que toda essa controvérsia em volta do álbum nos traria uma das melhores obras do ano com kamikaze? Neste album ele descarrega sua metralhadora em todos que fizeram (segundo o próprio rapper) críticas rasas ao álbum.

O Verdadeiro Renascimento


No papel, Revival deveria ter representado a volta do Eminem raiz, aquele Eminem que trazia alegria ao seu povo porem todos vimos que não foi bem isso.

Por outro lado, kamikaze traz músicas como “not alike” e “fall” aonde o Eminem dispara contra diversos rappers, mas falaremos disso mais tarde.

Eminem também consegue acertar os sentimentos de seus fãs mais antigos com músicas como “stepping stones” aonde ele anuncia e explica o fim do seu grupo d12, e também nas skits contendo ligações para seu empresário Paul Rosemberg, lembrando os velhos tempos.

Como destaque temos “venom” e pra quem esperava um pop comercial por se tratar da soundtrack de um filme, se enganou, Eminem veio como se tivesse voltado a sua forma de 2006, trazendo facilmente uma das melhores do álbum.

Por fim com varias músicas não comerciais, concluímos que Eminem apostou nos seus fãs antigos para o kamikaze, caminho oposto do que vem fazendo desde o álbum recovery de 2010.

A Metralhadora do Marshall voltou



O kamikaze também traz de volta a metralhadora de ataques do Eminem, que em varias músicas faz ataques a outros rappers como por exemplo...

‘Get this fuckin' audio out my audio, adios
I can see why people like Lil Yachty, but not me though
Not even dissin', it just ain't for me
All I am simply is just an MC” (atacando a Lil yachty)

“And mumble, oh fuck it
I'm goin' for the jugular
This shit is a circus
You clowns that are comin' up don't give an ounce of mother fuck
about the ones that were here before you that make raps” (atacando a toda a nova geração de rappers)

“I don't believe in tour writers cause i don't believe in ghosts' (possivelmente atacando a Drake)

Fora outros ataques a rappers como Tyler the creator, mgk, Joe budden, e alguns DJs que criticaram seu álbum em podcasts.

E então, Eminem Voltou?


Por fim, teria kamikaze representado a volta do Eminem ao seu beast mode? Aquele Eminem do meio dos anos 2000? Ou seria simplesmente um passo solitário no caminho certo?

Kamikaze teve claramente como inspiração o hate sofrido pelo revival, Eminem queria mostrar que ele não estava acabado, isso fica claro na faixa “greatest” segunda faixa do álbum.

O fato do álbum não ter nenhum feat grande (não me venha com “Royce é grande) mostra somente que o Eminem não precisa deles para fazer um bom álbum.

Por fim kamikaze deixa um gosto bom na boca dos ouvintes, Eminem trazendo de volta resquícios do Slim Shady, fortemente lembrado por seus fãs.


Crítica Por: João Vicente

Escute o Album: 

Crítica: Eminem - Kamikaze (2018) Crítica: Eminem - Kamikaze (2018) Reviewed by Adao Filho on setembro 03, 2018 Rating: 5

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