Crítica: Missão: Impossível - Efeito Fallout (2018)


Missão: Impossível - Efeito Fallout foi o filme que mais esperei no ano, logicamente depois de Vingadores: Guerra Infinita rs. É uma franquia que pessoalmente eu gosto bastante, principalmente do Protocolo Fantasma, que é um dos meus filmes de ação prediletos.

Foi naquele Missão Impossível que a franquia se reinventou de vez, depois de um ótimo (e estranho) primeiro filme, a galhofa divertida do segundo e aquele filme mais ou menos do terceiro, o Protocolo Fantasma chegou para injetar novos rumos na franquia, adotando uma face moderna dos filmes de espionagem: alívios cômicos, trabalho em equipe, pancadaria bem coreografada, cenas espetaculares e muitas outras características. 

O quinto filme, Nação Secreta replicou muitos dessa nova cartilha de filme de espionagem que o seu antecessor recriou. Funcionou muito bem, apresentando um filme bem divertido, muito bem filmado, mas com alguns excessos que poderiam ser aparados.

Tom Cruise é o produtor da franquia, ele a trata como um bebê: se dedica o máximo que pode, não poupa esforços. E resolveu apostar em Christopher McQuirrie novamente e com o diretor de Nação Secreta, continuar a trama que se iniciou no quinto filme.

Sim, era muito comum a franquia criar filmes redondos que não são conectados (a grosso modo). Agora não, Efeito Fallout é uma continuação direta de Nação Secreta, com os mesmos personagens secundários: Além da equipe de Hunt, o vilão e uma coadjuvante muito importante faz parte da trama.



Eu posso dizer sem sombra de dúvidas para você que Missão: Impossível - Efeito Fallout é sensacional. Tom Cruise acertou em cheio em suas apostas e produziu um dos melhores filmes de ação da década.

Pra início de conversa o filme é extremamente gostoso de assistir. Algo que sempre se criticou em MI foi que os filmes não consegue manter um ritmo equilibrado, que sempre há gorduras e tal. Esse não há muito espaço para critica disso. O Roteiro flui de maneira orgânica, as coisas acontecem naturalmente.

Isso não é bom, é maravilhoso. O Filme tem 2h30min de duração e eu não vejo a hora passar. A cada 10 minutos (ou menos) tem uma cena de ação fantástica rolando na tela. E pense: A coreografia é perfeita.

Me senti assistindo Mad Max Fury Road, que é uma obra prima da ação. Ora temos perseguição de motos,  ora de carros, no final até tem perseguição de aviões, briga no banheiro, Tom Cruise correndo e pulando entre prédios... O filme não para pra respirar em nenhum momento.

Tudo isso somado a melhor trilha sonora da série. Tem vários sons de batidas, ou com instrumentos de sopro e aquelas variações da música clássica de Missão Impossível que coloca um clima de tensão foda.



A tensão se multiplica ao saber do fato que o Tom Cruise não usa dublês, e você fica sofrendo junto com ele quando ele ta subindo em um helicóptero, acelerando numa avenida em Paris, levando soco, pulando de prédios e quebrando o pé.

 Tom Cruise é louco, ainda bem. Ele passou semanas para aprender a andar de helicóptero e fazer uma perseguição absurdamente bem filmada. Aí você percebe a vontade e vitalidade do ator, que faz de tudo para dar o seu melhor no projeto.

Essa parceria do Tom com o Christopher melhorou demais nesse segundo filme.  Christopher McQuarrie que melhorou muito como diretor. As cenas de ação estão impecáveis, sério, todo mundo que for dirigir algum filme de ação precisa assistir esse filme.

Além da ação frenética, criativa e inspirada, os alívios cômicos são perfeitos. O personagem do Simon Pegg é muito engraçado e o humor do filme é natural, e as piadinhas vêm de situações "do cotidiano", onde o momento é oportuno para tal. E também serve pra gente dar uma aliviada na tensão que o filme nos entrega.

É valido ressaltar como o filme evoluiu no quesito dos personagens principais da equipe do Ethan Hunt. É incrível como gostamos deles cada vez mais: são carismáticos, engraçados, verdadeiros e nos apegamos à eles. Destaque pra Ilsa, personagem da Rebecca Fergunson que evoluiu demais nesse filme, roteiro trabalhou ela muito bem, e tem muita química com o menino Tom Cruise.

E o Henry Cavill fez um bom personagem bem encaixado no filme, mas não gosto dele rs.

Conclusão


A franquia Missão Impossível segue muito bem obrigado. 22 anos desde o seu primeiro filme e parece que vem só melhorando. Eu claramente quero mais filmes de Missão: Impossível, mais relação entre os personagens principais e cenas de ação maravilhosas. Não tenho nada para reclamar desse filme.




Crítica: Missão: Impossível - Efeito Fallout (2018) Crítica: Missão: Impossível - Efeito Fallout (2018) Reviewed by Adao Filho on agosto 01, 2018 Rating: 5

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