Curti/Nem Tanto



Apesar da coluna ter intenção de ser semanal, para o lançamento do reformulado PD,
essa primeira juntará resenhas curtas,do que rolou de melhor e pior
esse mês. Sejam bem vindos ao Próxima Dimensão e a esta
coluna feita pra quem não tem saco pra ler textão.



Todo mundo que teve oportunidade de jogar o elogiado Persona 5, RPG exclusivo do PS4, com certeza pensou "esse jogo parece muito um anime". E sim, parecia mesmo. Tanto, que finalmente a versão em anime foi lançada. E não deixa nada a desejar. Praticamente um "copy/paste" das cutscenes do game, o anime traz bem diretamente e sem rodeios o mesmo enredo visto no jogo, muito embora quem jogou possa sentir falta da maior profundidade que as partes jogáveis do game traziam. Mesmo assim, Persona 5 (anime) pode levar o maravilhoso enredo do game para novos fãs, e é a pedida perfeita pra quem não quer investir mais de 200 horas na frente da TV.


A CBS tentou nos lembrar que foi a emissora que no passado nos trouxe Lost, na tentativa de atrair telespectadores para sua suposta nova e misteriosa série The Crossing, que na verdade estreou em maço, mas segue seus episódios por esse mês. Nos primeiros segundos, chega a lembrar a cena na praia inicial de Lost, mas infinitamente menos impactante. No mais, tudo é bem caído na série. O enredo, pessoas do futuro refugiadas de guerra que voltaram no tempo e são encontradas boiando à beira da praia, e buscam asilo numa cidade americana, demonstra o quão cliché deve se tornar ainda mais o futuro da série.
Uma mistura de Sci-fi com drama que não convence, personagens não muito carismáticos, além do incomodante ar de "low budget" dos primeiros episódios, demonstra que a série jamais chegará aos pés da instigante Lost, e que segue com episódios fracos e nada empolgantes.


Wow! John Krasinski, eterno Jim Halpert da engraçadíssima The Office, surpreende todos, não apenas mostrando seu talento como ator novamente, mas também como diretor, nesse drama/survival/terror, que te prende e sutilmente te convida para ficar em absoluto silêncio na sala de cinema. Vale cada segundo experimentar essa experiência. Eu apostaria numa versão sem trilha sonora do filme, já que o silêncio é elemento importantíssimo, porém ela não chega a incomodar. Mas se ainda for ao cinema ainda conferir o filme, lembre-se de ficar quieto.



Olha, eu tentei. Gostei bastante da primeira parte de La Casa de Papel, apesar de seus problemas, dessa série distribuída pela Netflix, que acabou caindo no gosto entre os mais jovens. O roteiro é interessante e tem bastante coisa legal a qual elogiar em relação a fotografia, embora alguns recursos de câmera lenta e closes a la Femme Fatale em Tokyo deixe tudo um pouco forçado. Além disso, a série é leve e relação a punir má decisões dos personagens. Embora isso pareça querer "gameofthronetizar" qualquer série, sinto falta de um tom mais pesado em La Casa de Papel, mesmo sabendo ser esse o motivo da série fazer mais sucesso entre os jovens.

Apesar de certos tropeços com alguns personagens irritantes que tentam te forçar a índole de protagonista e conflitos que não dão em nada, apenas travando o desenrolar da série, a série chega a algum lugar, embora sem muitas novidades e surpresas. Tudo ocorre dentro do esperado.

E esses problemas se ampliam ainda mais na "segunda temporada", o que já era esperado para mim, que estou acostumado a ver séries. Por isso, a segunda temporada de La Casa de Papel é razoável, com aquele ar de "poderia ser melhor". E como poderia...

Ps : Eu odeio a Tokyo.



A espera acabou. Talvez uma das melhores séries do ano passado, Handmaid's Tale voltou como seu clima pesado e obscuro, se levando por caminhos ainda mais devastadores. June Osborne, ou Offred, como é conhecida, agora enfrenta um pesadelo ainda maior do que ser escrava sexual em um ambiente familiar, onde a aparente liberdade tem o custo de viver sentindo medo. Não só a série cresceu nesse sentido, mas também parou para nos mostrar em seus flashbacks como os Estados Unidos se tornou Gilead, de como o ódio e preconceito se espalharam pela população e deu brecha para a instauração de um regime totalitário e fundamentalista, cuja semelhança com nossa realidade, é mera coincidência. Sutil e chocante, a segunda temporada não parece errar em nos entregar uma história sombria, mas tátil, sobre o quão amedrontador é o mundo onde ideias opressivas guiam a sociedade. 

Nota do autor: Poderia falar de Vingadores: Guerra Infinita, que foi lançado essa semana, mas como esse é um evento tão importante e grande, é óbvio que ele receberá um espaço mais importante aqui no PD, então fique ligado!



Curti/Nem Tanto Curti/Nem Tanto Reviewed by John Carter on abril 28, 2018 Rating: 5

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