O Impressionante feito de Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados ser pior que um jogo de PS2 do mesmo gênero, produtora, história...

Foi uma grata surpresa esse jogo conseguir rodar no meu PC. E rodando muito bem obrigado, com os gráficos mais altos possíveis inclusive. Pelo menos deu de aproveitar a segunda coisa mais legal do jogo.

Eu passei muitos anos, mas muitos anos jogando o Saint Seiya - The Hades (PS2) com meus amigos. Era uma febre na minha cidade, uma locadora aqui próxima de casa lotava de meninos para disputarem vários combates nesse jogo.

Foram bons tempos, acredito que 2010. O jogo era muito divertido, rápido, vários personagens, combos empolgantes... Tudo o que um bom jogo de luta deve ter.

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Quando eu ganhei meu PlayStation 2, naquele mesmo ano, zerei várias vezes esse jogo. E de vez em quando via aquelas cenas fantásticas que eles produziam em 3D, era um espetáculo. Não era a melhor coisa do mundo, mas realmente se aplicaram para fazer isso.

Eu lembro que quando você derrotava um personagem usando golpe normal, poderia ressuscita-lo apertando todos os botões e mexendo o analógico.... hahaha como eu quebrei alguns controles fazendo isso.

Além da jogabilidade rápida, dinâmica, junto com algumas cenas feitas com qualidade entre os combates... O jogo tinha uma trilha sonora única. Sempre vou lá para ter uma nostalgia, me inspirar... Por exemplo, agora eu estou escrevendo ouvindo essa obra prima para escrever.

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O tempo passou (mais rápido do que pude imaginar, confesso) e estamos na plena era do PS4, dos gráficos ultrarrealistas, etc. etc. E uns 2 jogos de CDZ foram lançados nesse hiato entre The Hades e Alma dos Soldados: Sanctuary Battle e o Bravos Soldados, que não joguei (faltava  dinheiro para ter um PS3 rs).

Então que finalmente tive a oportunidade de jogar Os Cavaleiros do Zodíaco - Alma dos Soldados. Comprei um notebook no ano passado e só nesse ano tive a curiosidade de testá-lo, para ver se rodava. Então que consegui jogar.

Eu demorei bastante porque já tinha visto os Gameplays do Alma dos Soldados no YouTube e tinha desanimado. Parecia que o seu maior forte era apenas o belo design dos personagens e paisagem, a dublagem e as sagas.

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E era isso mesmo.

Eu fiquei extremamente surpreso com a capacidade da bandai de fazer um jogo que tinha a mesma temática, mais sagas, mais personagens, com uma tecnologia que tem hoje ser pior que um lançado em 2006.

Vou falar dos pontos positivos: O design dos locais de combate ta lindo. Você chega no modo história aos Elíseos e a paisagem é linda, extremamente fiel ao anime. Perto da estátua de Odin, na Saga de Asgard, você olha e fica admirando aquilo.

O design das armaduras, aí sim, você a grande evolução tecnológica de 2006 para 2015. Comparando elas aparentam estar com mais detalhes, mais bonitas, algo bom de se ver, mas é não fez mais que a obrigação. Diferente da paisagem, que realmente foi um negócio mais realista em comparação com o anime.

O design dos personagens estão com traços bem cartunescos, do jeito que deveria ser, infelizmente possui algumas discrepâncias e alguns erros de calculo com alguns cabelos, mãos grandes... Mas isso passa. O rosto dos cavaleiros, amazonas e deuses estão muito legais, os olhos bem acertados... É ok.

A jogabilidade, também é OK (para ser bonzinho), ela passa, mas dá a aparência de ser um remake mal feito do The Hades. Tá muito cadenciada, os combos não estão legais, só que essa cadência deu um certo detalhismo até na movimentação dos personagens. É nota 6 no máximo. Os golpes especiais, sem defesa,  estão muito bem feitos, é verdade, mas você só tem uma escolha de golpe especial (chamado de ataque big bang). E achei bem triste, limita muito o duelo. Antes tinha a escolha de 3 golpes especiais com animações bem legais.

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Lembra do início do texto, onde falei daquele artifício de reviver personagens? Bom, aquilo no PlayStation 2 servia muito para dar emoção aos duelos, principalmente se você jogava em multiplayer (e servia para te irritar ao enfrentar os combates finais). Neste, em questão até tem o artifício, mas é inútil. Só é usada depois que o combate acaba, e só com o protagonista, para fazer reiniciar a luta, além disso é apenas com um mísero botão. Se você derrotar o oponente com um soco qualquer, acabou por aí. Como eu fiquei decepcionado... Tirou uns 30% das emoções do jogo e reduziu horrores a dificuldade do mesmo.  (pô, se é para colocar a função de reviver o personagem, que coloque direito)

A segunda coisa que mais me decepcionou foi essa trilha sonora pra lá de genérica. Não tem uma que me despertou algum interesse. Na verdade teve uma até que pareceu (repito, pareceu) uma cópia daquela música de transformação do Yu-Gi-Oh, isso no combate final:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=L8E2GXaMur4&w=560&h=315]

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=1eGAKbRcaeE?start=941&w=560&h=315]

Só observar a música no plano de fundo, ela lembra bastante o toque principal.

Em 2006, no The Hades,havia uma trilha fantástica, cheia de músicas que combinavam com a atmosfera do game. Indico bastante para escutar: Clique aqui . 

Agora, a pior coisa de todo o jogo foi o caralho que fizeram com a história do anime. Cavaleiros do Zodíaco sempre foi formulático. As sagas eram feitas em missões contra ao tempo, com um certo número de inimigos até chegar ao principal, isso deixa o roteiro um tanto corrido.  Mas o jogo picota tanto a história que deixa mais formulático do que já é. Eu ficava muito puto a cada cena que iniciava. Um excesso absurdo do narrador, que enche o saco porque toda hora aparece, demonstrando uma preguiça de fazer animações com os próprios personagens para que suas ações contassem a história.

Nas cenas, há uma pobreza de movimentação que assusta. No The Hades em boa parte é assim também, mas sempre havia uma animação muito melhor trabalhada, que permitia que eles não se importassem com outras.  Em Alma dos Soldados, a preguiça e generalizada: os caras ficam na mesma pose, apenas mexendo a boca falando. É impressionante a pachorra dos produtores de fazerem isso.

O Problema é pior ainda na Saga de Hades, que eles não desenvolveram nenhum espectro (soldados de hades) além dos 3 juizes do inferno. É muito engraçado as cenas onde envolvem os outros espectros conversando com Radamathys, ou Pandora, e mostram os 2 conversando para o nada (já que não foram produzidos), só mostra a paisagem e algumas legendas do que os espectros estão falando, pra vc deduzir que eles estão lá.

Eu não lembro de nenhum espectro invisível em CDZ não rs.

A Saga de Hades ficou muito cagada, eu não conseguia acreditar no que os meus olhos estavam vendo. E impressionante como jogaram essa cena linda aqui de 2006 no lixo:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=B4CnUQmLL54?start=113&w=560&h=315]

Enquanto a de 2015, com a melhor tecnologia que poderiam ter para um jogo de CDZ fazem a mesma cena de maneira horrorosa. Parabéns Bandai.

Eu queria dizer que estou impressionado com a capacidade de ter feito um jogo bem nota 5 ou 6, que diverte um pouco, mas os defeitos são gravosos. Tiveram a faca e o queijo na mão e produziram algo dessa qualidade. Eu leio algumas reviews e falam que foi o melhor jogo de CDZ já feito e eu só consigo ter pena. Quando na realidade o melhor da série não é tão reconhecido assim. É uma pena.

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O Impressionante feito de Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados ser pior que um jogo de PS2 do mesmo gênero, produtora, história... O Impressionante feito de Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados
ser pior que um jogo de PS2 do mesmo gênero, produtora, história... Reviewed by Adao Filho on outubro 27, 2017 Rating: 5

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